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Uma surpresa de fim de semana

Publicado em junho 28, 2021 por Joao

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Ele sabia, eu tinha certeza. Ele sabia do que eu gostava. E sabia que eu sabia que ele sabia.

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Era festa de Carnaval, última antes da pandemia. Minha família e a família de um amigo do meu pai alugaram uma chácara para passarmos o fim de semana. Minha mãe não gostava desses fins de semana e minha irmã não queria ir. Até que descobriu que o Renan, filho do amigo do meu pai, ia também. Minha irmã resolveu ir.

Eu nem estava ligando. Não ficava com ninguém fazia muito tempo, não não ia ser num churrasco com a família do amigo do meu pai que ia desenrolar uma então.  Foda-se, pensei.

Na sexta-feira à noite, fomos para a chácara, para a qual a família do amigo do meu pai ia no dia seguinte. Descobri que eu ia dividir o quarto com o Renan pra filha do amigo do meu pai ficar no quarto com minha irmã. “Que filha?”, perguntei pra minha mãe. “A Luana, ué… não lembra?”, disse minha mãe. “Não, não lembro”, respondi.

Depois perguntei porque que eu tinha que dividir o quarto com um estranho e descobri que a Luana pediu porque ela gosta da Patrícia e elas não se veem faz tempo.

“Puta que pariu…”, pensei. A Patrícia é a pior irmã que eu poderia ter. Deve ser uma amiga horrível, por que a Luana ia querer dividir o quarto com ela em vez de ficar com o próprio irmão?

Passamos o dia, ficamos na piscina, conversamos e dormimos.

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No dia seguinte, às 9h, eles chegaram: o pai do amigo do meu pai, a mulher dele, a Luana e o Renan. A Luana estava alegre, parecia, mas o Renan tava com uma cara de bosta, de quem queria estar em qualquer outro lugar.

Cumprimentamos todo mundo e fomos levando o dia. A Patrícia conversava com o Renan como se nunca tivesse visto algo melhor, mais engraçado, mais bonito. A Luana tentava chamar a atenção da Patrícia. Eu fiquei meio de lado na conversa. Eu não estava mal com isso.

Depois das 19h, a Luana foi tomar banho e a Patrícia foi ajudar minha mãe a fazer janta.

  • Amanhã, é nossa, hein? – me falou, do nada, o Renan.
  • Oi? – perguntei.
  • A janta, amanhã eu e você vamos fazer.
  • Sério?! – perguntei, já que eu não sabia de nada.
  • Acho que sim. Teus pais fizeram o almoço hoje, Patrícia e tua mãe agora. A Luana não sabe fazer nada… vai ficar pra nós – disse ele, rindo um pouco.
  • Ah… pode ser – eu não sabia o que dizer.
  • Legal… – disse ele, me perguntando: – tá com quantos anos?
  • Dezenove e você?
  • Olha… tô com dezoito – ele respondeu -, mas faço dezenove no mês que vem.
  • Ah, sim, eu fiz dezenove no mês passado! – respondi.
  • Nossa, não sabia! Feliz aniversário atrasado! – disse ele.

E ficamos falando por um tempo, até a hora da janta. Jantamos, conversamos um pouco mais, Luana voltou a chamar a atenção da Patrícia, que tentava chamar a atenção do Renan.

Ficamos todos na piscina até a meia-noite e, depois, a Luana e a Patrícia foram dormir. Dez minutos depois dela, o Renan falou:

  • Vamos dormir também ou cê quer ficar mais?
  • Não, vamos sim, cansei. Tomar banho e dormir.
  • É, eu também…

E saímos da piscina, eu pensando em como seria dividir o quarto com esse cara, tomar banho e sair do banheiro com um estranho ali. Bizarro.

Quando chegamos ao quarto, ele pediu pra tomar banho primeiro, eu falei que tudo bem e fiquei feliz que ele tivesse levado roupa pro banheiro – eu não tava a fim de ver homem de toalha.

Depois que ele saiu do banheiro, totalmente vestido, fui eu e também levei minha roupa. Tomei um banho rápido e quando saí ele não tava ali. Saí do quarto, a casa em silêncio, e levei a toalha pra colocar no varal. Ele estava na piscina, só de short.

  • Que tá fazendo aí, cara? – perguntei, me aproximando.
  • Ah, não aguentei ficar no quarto…
  • Por que?!
  • Voce deixou a porta meio aberta…

Senti meu rosto ficando vermelho. Deixei o cara me ver sem roupa. Será que ele achou que foi de propósito?

  • Puts, desculpa… não percebi mesmo… – tentei responder.
  • Tudo bem… só achei melhor sair.
  • Entendi… mas você viu algo? – perguntei, com curiosidade genuína.
  • Hum… bom…
  • Fala, pode falar…
  • Vi sim, vi sim – disse ele, batendo o pé na água e só agora eu notava que ele estava curvado.
  • Viu o que? Pode falar?
  • Bom, acho que tudo… quando eu percebi que a porta tava aberta, fui tentar fechar e vi você de pé, sem nada já… vi tudo.

Eu estava morrendo de vergonha, mas continuava ali. Nem sei porquê, mas achei que, se saísse, não ia ter como resolver essa história depois.

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  • Agora vou ter que ver você – disse eu finalmente.
  • Quê? – falou ele.
  • É, amigo… você me viu agora eu preciso te ver…
  • Mas eu te vi sem querer!
  • Duvido… Vai, tem que mostrar!
  • Não, enlouqueceu? Aqui na piscina ainda!

Pensei melhor e concordei. Se alguém aparece, até explicar a situação o Carnaval acabou.

  • Tá, a gente vai pro quarto, mas você vai ter que mostrar o seu… hum… aqui…

Foi a vez dele ficar vermelho e não falar nada. Insisti.

  • Tá bom, mas a gente vai pro quarto depois. Vou mostrar só um pouco.
  • Tá…

Eu estava tremendo e não sabia o que estava fazendo. Eu só não aceitava que ele tivesse me visto e eu não tivesse nada em troca, sei lá.

Ele colocou a mão sobre o elástico do short. Olhou para trás em direção à casa. Ninguém.

Puxou o short um pouco pra baixo e eu percebi que ele se depilava. Vi aquela coisa marrom, meio dobrada, meio amassada dentro da cueca, se soltando um pouco, como uma flor se abrindo. E ele puxou o short pra cima.

  • Tá bom, né? No quarto, eu mostro o resto.
  • Tá, tudo bem… – disse eu, sem conseguir andar direito…

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Entramos no quarto e tudo ia bem rápido. Insisti que ele mostrasse. E ele concordou. Trancou a porta e tirou o short primeiro, ficando de cueca, que já mostrava o volume do pênis dele. Minha excitação só aumentava. “Tudo”, disse eu. E ele aceitou abaixando a cueca rapidamente, o pau dele voltando rapidamente à posição inicial, com tanta força que bateu na barriga, fazendo barulho. Que pau lindo, bem cuidado, não enorme de cumprido, mas grosso.

Ele viu minha excitação crescer e perguntou, percebendo o que eu pensava:

  • Quer chupar?

Nem respondi. Fiquei de joelhos na frente dele e puxei a pele para trás, expondo a cabeça devagar, enquanto passava a língua pra ir molhando. Estava quente, bem quente, e duro aquele pau, mas a cabeça era macia. Coloquei inteira na boca e senti tocando minha garganta de leve. Um leve gosto salgado que achei que fosse excitação dele, o pau babando.

Olhei pra ele e perguntei: “quer me comer?”

Ele nem respondeu. Me pôs de quatro e enfiou em mim, devagar, usando saliva, indo de pouco em pouco. Senti a cabeça pressionando a entrada, que se abria devagar, e ele tirava de novo, e colocava de novo, um pouco mais fundo e a cada vez eu me excitava mais, até que ele colocou tudo e eu senti a pressão dentro de mim.

Ele começou devagar e eu masturbava enquanto ele me mexia dentro de mim, de vez em quando deixando o pau mais intumescido, crescendo, engrossando lá dentro. Meu corpo começou a se mexer sozinho, indo em direção ao corpo dele e eu percebi q ele ia gozar.

  • Não…

Mas ela tinha tirado o pau e eu senti algo quente nas minhas costas, uma, duas, três, quatro vezes. Eu ainda sentia o vazio que o pau dele havia deixado dentro de mim, quando também senti meu corpo tremer violentamente.

Tomamos outro banho.

Depois que eu saí do banheiro, ele me disse:

  • Bom, deu certo…
  • O quê? – perguntei.
  • A troca de quarto.
  • Você pediu pra Luana trocar com você? – perguntei, depois de pensar uns segundos.
  • Sim… – disse ele, sorrindo um pouco.
  • É, deu sim… – disse eu.

Conversamos um pouco mais e dormimos.

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No dia seguinte, tudo voltou ao normal. Dia na piscina, conversas, a Patrícia dando em cima do Renan. Pelo menos agora eu sabia que a Luana sabia que a Patrícia não tinha chance. O Renan estava ali por mim.

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