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O MASCATE

Publicado em setembro 6, 2019 por Antonio

Esta história é atemporal e, portanto, me permite navegar entre períodos e eras, proporcionando a oportunidade de contá-la do modo mais agradável e sensual possível.

Brenno, o mascate, caminhou por dois dias até chegar ao próximo vilarejo na rota que estabelecera para vender suas mercadorias, no banco de sua carroça, ele apreciou a paisagem por algum tempo …, mas, logo, ele sentiu o tédio tomar conta de sua alma, e ele ansiar pela chegada. Sua vida era assim, desde que se conhecera por um ente humano …, família era apenas uma longínqua lembrança como uma pintura esmaecida que se esconde em algum lugar de sua memória, junto com as aspirações, sonhos e esperança.

Do alto da colina, ele apreciou o seu destino, fincado em um vale de pouca vegetação e aspecto desolador. Na verdade não era um vilarejo, mas sim, um aglomerado de casebres malcuidados, cujo aspecto remetia a uma aldeia esperando por um feudo para protegê-la; a maioria das moradias paupérrimas, fora construída com pedras e uns poucos tijolos romanos que ficaram após a expulsão dos invasores, com telhados ondulantes que remetiam à sua construção inconsistente e feita sem esmero.

Brenno suspirou um tanto decepcionado; a primeira impressão lhe causou descontentamento, já que, o local não prometia boas vendas, e, nem mesmo, algum escambo rentável; ele desceu a colina com o andar receoso de seus animais de tração, ao som do ranger das rodas de madeiras e seus rolamentos de ferro engastado chiando ante a falta de betume para lubrificá-los.

No centro do vilarejo, Brenno não viu viva alma; tudo parecia deserto e com um ar desolado …, sentiu um calafrio percorrer sua espinha ao pensar que aquele lugar podia ter sido vitimado pela peste! Mas, um cão que passou correndo e latindo, foi o melhor alívio que sinalizou que não havia tal risco.

Foi até o poço situado no centro do vilarejo e jogou o balde feito de madeira; puxou-o com vigor e saciou sua sede com água fresca. Subitamente, olhou para um dos casebres e viu que uma fumaça escapava entre as telhas, denunciando que alguém vivia ali. Caminhou até o local e bateu a porta com o punho cerrado. O ruído de passos se arrastando no chão de madeira confirmaram sua suspeita.

Ao abrir a porta, Brenno viu uma mulher de aspecto brutalizado pela vida e com uma expressão de tristeza sombreando seu rosto; eles se entreolharam por alguns minutos, até que a mulher decidiu quebrar o silêncio.

-O que o forasteiro deseja? – ela perguntou com uma voz rouca e pouco acolhedora.

-Pelo que vejo, o que posso procurar é um pouco de comida e o calor de uma fogueira – respondeu Brenno, procurando medir as palavras – e posso pagar por isso. Ele balançou a saco de couro fazendo soar o tilintar das moedas em seu interior.

A mulher olhou para o objeto nas mãos do mascate e sem demonstrar reação, deu as costas, limitando-se a proferir um convite impessoal: “Se quiser, tenho um pouco de guisado, leite e pão …, e não cobro por isso …”. Brenno entendeu aquelas palavras como um convite e não se fez de rogado, avançando para dentro do casebre. Poucos minutos depois, ele estava sentado a mesa, saboreando o guisado feito pela aldeã.

Enquanto apreciava a comida e a bebida, Brenno tentou puxar conversa com a aldeã, mas, o máximo que conseguiu foi saber seu nome (Anna), que morava só desde quando seu marido falecera, e que era a única moradora daquele minúsculo vilarejo.

-Mas, porque a aldeia está deserta – quis saber Brenno, não contendo sua curiosidade – E porque você decidiu ficar …

-Todos se foram quando a terra morreu, o gado fugiu e a sorte deu as costas – ela respondeu com certo desânimo.

Brenno ficou ainda mais curioso ao perceber que Anna negara-se a responder a segunda parte de sua pergunta …, e ele insistiu …, mas ela quedou-se silente. Subitamente, um vento gélido vindo do norte sinalizou a mudança brusca do clima que se operava do lado de fora do casebre. Brenno, temeroso de ver-se isolado naquele lugar, agradeceu a refeição e preparou-se para partir.

-Se quiser passar a noite, pode ficar aqui – disse Anna com um tom indiferente.

Seu primeiro ímpeto, foi agradecer a hospitalidade e seguir seu caminho, porém, outra lufada de vento gelado foi suficiente para convencê-lo a permanecer a aproveitar o convite. Cuidou de seus animais com um pouco de pastagem rala e retornou para dentro do casebre. Anna preparou a cama com algumas peles de animais ante os olhos incrédulos do mascate.

“Será que ela vai me oferecer sua cama?!”, pensou Brenno, observando a mulher preparar um lugar aconchegante para o repouso. Ao terminar sua tarefa, Anna voltou-se para o mascate e olhou fixamente em seu rosto. Por alguns minutos tudo ficou estático e o mercador não tinha a mínima ideia do que ela pretendia fazer, e quando fez, o deixou perplexo.

Com naturalidade surpreendente, e ante o olhar incrédulo do mascate, Anna despiu-se completamente, exibindo sua nudez rude e destituída de nuances insinuantes; era uma mulher rústica, do campo, mas, a bem da verdade guardava uma beleza de simplicidade cativante …, incontinenti, Brenno sentiu seu sangue ferver, sua respiração acelerar e seu membro endurecer!

“E o que viria a seguir?”, ele pensou ainda mirando extasiado a sua anfitriã desnuda e enigmática.

-Venha, deite-se comigo, por favor – pediu Anna, em tom de súplica – Há muito não sinto o calor de um homem aquecendo meu corpo e minha alma.

Brenno, sentindo-se lisonjeado pelo pedido, despiu-se de maneira afobada, correndo em direção ao corpo de Anna; tomou-a nos braços e deixou que seus lábios encontrassem os dela, selando um ansiado beijo quente e molhado. Em breve, deitaram-se sobre a cama de peles, entregando-se a uma tempestade de carícias ousadas.

Brenno atiçou-se ao sentir nos lábios a textura dos mamilos intumescidos de Anna, que gemia sôfrega sentindo-se saboreada pela boca ávida do mascate. Ela retribuía acariciando os cabelos dele e permitindo que ele saciasse sua fome naquelas frutinhas suculentas. Ao par disso, a mão abusada do macho não demorou em encontrar a gruta quente e úmida da fêmea, vertendo desejo por ser possuída.

Brenno fez com que sua parceira ficasse deitada, subindo sobre ela; mas, antes que ele tomasse a iniciativa, a mulher mostrou toda a sua ansiedade ao tomar o membro duro dele com sua mão, conduzindo-o na direção de seu sexo alagado e a espera do macho tão desejado. O mercador golpeou com firmeza, sentindo seu membro romper uma certa resistência inicial para, finalmente, preencher o vazio da fêmea, tornando-a plena de prazer.

Com movimentos pélvicos intensos e vigorosos, Brenno proporcionou o primeiro de uma sequência de orgasmos que sacudiram o corpo de Anna, que contorcia-se deliciosamente, saboreando cada um deles como se fossem únicos. Com a luz bruxuleante da fogueira queimando no canto do casebre, as sombras dos corpos em movimentos repletos de ímpeto eram as únicas testemunhas daquela entrega irrestrita de uma mulher a um homem que, provavelmente, jamais tornaria a ver …, o que importava era apenas o momento …, a sensação …, o prazer!

Muitos gozos depois, os corpos a beira da resistência, quedaram-se em um merecido descanso; Brenno fitou o rosto de Anna marcado pelas agruras da vida, e nele viu refletido o prazer que ele lhe propiciara, deixando-a mais leve, mais suave …, mais feliz!

Juntos e abraçados, eles cochilaram por algum tempo; mas, não demorou para que o mascate fosse acordado pela deliciosa carícia oral de Anna; olhou para baixo e a viu pouco antes de engolir seu membro em uma inebriante retribuição ao que lhe causara enorme prazer.

Ela sorveu, engolindo e cuspindo o membro rijo, detendo-se na glande amassando-a com a língua e fazendo com que Brenno gemesse sem sentir dor. Sem aviso, ela deitou-se de costas e com voz macia, suplicou: “Vem, me possua por trás! Esse é meu presente para ti, mercador!”. O mascate não se fez de rogado e colocou-se sobre ela, apontando seu membro rígido na direção do pequeno orifício que ela, docemente, lhe oferecia, puxando suas nádegas facilitando a visão esplendorosa o botão situado entre elas.

Brenno estocou com força, e mesmo com alguma relutância inicial, logrou êxito, introduzindo sua glande inchada para dentro das entranhas quentes de sua parceira; golpeando com virilidade febril, Brenno sufocou seu desejo em cada movimento, ao mesmo tempo em que ouvia os gemidos e suspiros de sua amante, em clara demonstração de um prazer inenarrável! E a noite teve fim para ambos com o orgasmo do macho lançado para dentro da fêmea, deixando-a plena de satisfação.

A manhã seguinte encontrou o mascate pronto para partir; com sua carroça atrelada aos animais, ele voltou-se na direção da cama onde jazia uma mulher feliz e de ar suave, sorrindo para ela; deixou sobre a mesa a bolseta de couro com as moedas; ela sabia que não se tratava de um pagamento, mas apenas de um agradecimento pela acolhida tão intensa da noite anterior.

Retomando a estrada rumo à próxima vila, onde outras experiências o aguardavam, ele ficou surpreso ao perceber uma sacola com um suculento farnel matinal; junto com ele um bilhete de Anna, que dizia: “Sei muito bem que mascates são andarilhos sem destino; vão para onde a oportunidade os leva. Não pedirei que fique, mas aceite esse agrado como forma de agradecimento pelo homem que dividiu minha cama após um longo e solitário inverno de corpo e de alma. Siga em paz, mercador!”.

Brenno sorriu e atiçou os animais rumo ao seu novo e desconhecido destino.

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1 - Comentário(s)

  • Vinícius 09/09/2019 03:02

    Ou tesão

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