…. segue do capítulo (04.2) …….
Depois da ultima transa que tivemos que ela falou aquela coisa toda, decidi falar com ela ainda mais sobre tudo.
Voltei ao assunto de ela se perder totalmente quando transava, de também perder a noção de lugar e do comportamento, quando alguém conseguia tocar, apalpar, sugeri que ela então falasse com um especialista, psicólogo, psiquiatra, eles não iam dar o caminho ideal, mas iam ensinar ela a se comportar.
Manoela o tempo todo segurando minha mão de cabeça baixa, senti que não estava convencida que conseguiria mudar, então apelei. Querida, olha só ainda temos um outra opção, se vc é assim e que vc não tem como evitar estes impulsos, sei que vc vai se esforçar, ok, vamos administrando, eu sei que vc gosta de mim, gosto muito de vc também, se acontecer algo, sei pq aconteceu vou entender e também te apoiar se for preciso, mas acho que tu deve pedir ao teu pai e ou a mãe, para consultar um terapeuta, ao menos para entender pq isso acontece, saber se existe uma solução, um remédio quem sabe. Pedi e ela me contou que isso já acontecia fazia muito tempo e que nunca teve coragem, de contar para alguém da família.
Depois desta conversa, automaticamente passamos a evitar festas, até o ato de dançar no clube aos sábados, a gente se afastou um pouco, só que a Manoela tinha começado ir em uma terapeuta, e a terapeuta falou que o que a gente estava fazendo, se afastando de encontros e nossa diversão, estava totalmente errado, que deveríamos sim, ir a todos lugares, enfrentando o problema. Manoela me contou e lamentavelmente vi nos olhos dela que ela gostou da orientação. Manoela começou a sair, com duas das melhores amigas, a mais chegada Bernadete, também filha de militar, ele médico. Nenhuma das amigas sabia do problema dela. Eu só fiquei sabendo quase três semanas depois, ela escondia isso de mim.
Em um dia Manoela comentou vagamente que ia a um aniversario, convidada pela Bernadete, na sexta a noite. Era só o que eu sabia. Naquela semana eu só voltaria a cidade no sábado pela manhã, então nem me liguei.
Sábado após o almoço, fui lá na casa dela, só a faxineira que aos sábados fazia limpeza na casa. Na sala olhando TV, conversando, achei ela meio estranha, perguntei de semana, nem lembrava mais que havia me falado da festa de sexta, a gente ficava se apalpando só separava quando a faxineira passava por perto, Manoela em um momento falou, … querido, sabe aquilo que combinamos de não ter mais segredos, pois é, eu ontem a noite fui na festinha da minha amiga Bernadete, lembra que falei que ia, pois é eu fui, neste momento comecei a gelar, sabia que algo tinha rolado. Conta pedi.
A festa estava super legal, diversos amigos dela, ela me apresentou um militar, tenente, tinha sido transferido a pouco tempo para nossa cidade. Aliança no dedo, ainda procurando lugar para morar, na vila militar estava tudo ocupado. Conversamos um tempão, falei do pai que esta para se aposentar, da linda casa que tinha comprado e ele achei que quis ser gentil comigo, passou a mão no meu cabelo, falando que também ia ficar no exercito até se aposentar, naquele instante comecei a sentir um calor subindo por todo meu corpo, não sei como ele notou, eu levantei para sair de perto dele, mas ele levantou junto, me segurando pelo braço, caminhamos pelo corredor, eu estava querendo sair dali, tinha uma sala meia escura, ele me puxou para dentro, fechando a porta e falando sem parar, que estava longe da família a tempo, estava carente, com muita saudade da esposa, que era muito querida.
Querido eu fiquei naquele estado que vc conhece, perdi a razão, voltei a entender o que acontecia quando ele me abraçou, me apalpando por tudo, sei que não reagi, ele me virou e fez eu debruçar no sofá que tinha ali, querido eu estava sem reação paralisada, ele ergueu meu vestido e rápido baixou minha calcinha, senti que ele veio direto na minha bucetinha, mas reagi, coloquei a mão para traz e peguei o pauzão dele mudei a direção a direção, Ele tentou e depois molhou com cuspe, foi direto, ..querido, vc deve me perdoar, eu perdi o controle, não era eu naquele momento. Silencio total, eu não sabia o que falar, …. machucou vc, vc disse que era grande, machucou, perguntei, ela sacudiu a cabeça afirmando que não, … ele gozou dentro de vc, perguntei, e isso então ela concordou com gesto da cabeça, você gozou, o que ela também confirmou. O tesão que eu tinha acumulado durante a semana, sumiu, ela curvada, com a cabeça entre as mãos, começou chorar,.. vc gostou perguntei, ela não respondeu. Ficamos alguns minutos em silêncio, depois ela me abraçou, ainda chorosa,… querido, querido, me perdoa, eu amo vc só vc, mas não consigo me controlar, vc sabe que deixo de ser eu…….
Passado minutos outra vez, levantei desolado, sobre isso vamos voltar a conversar, vamos sair agora, quero ir no shopping, compra alguma coisa.
Estávamos na praça da alimentação, quando se aproximou da nossa mesa a Bernadete e o tal Tenente da festinha, só então conheci a Bernadete, que me apresentou o Tenente, notei que ele estava sem aliança na mão esquerda, e para nosso surpresa, quando saíram , e Bernadete, pegou na mão dele, saíram de mãozinha como namorados. Vi que a Manoela estava paralisada sem reação olhando,.. foi ele, perguntei, ela assentiu com a cabeça confirmando.
Aquele acontecimento do tenente que a Manoela me contou, que deixou ele fazer, meio que apagou minha chama. A noite depois em casa pensando na vida, pensei em desistir dela, Peguei no sono decidido a fazer isso.
No domingo, ainda estive na casa dela, pai e mãe estavam lá milagrosamente.
Na segunda feira, fui no meu amigo e terapeuta, confidente e conselheiro, contei tudo pra ele, todos os detalhes, no final da história, ele então falou, amigo,… o mal que ela tem é incurável, é um problema psíquico, ela vai ter este problema até o fim da vida, acho que vc tem duas opções, cai fora já, ou fica com ela, fecha os olhos e aproveita, saiba que vc também pode gostar desta situação, não seria anormal não, conheço casais que vivem assim, vivem bem tem filhos família formada. Também posso dizer pra vc, isso já algum tempo esta virando moda, é o tal dos casamentos abertos.
Na quarta feira, então voltei a casa dela, como namorado fiel e coloquei as “cartas na mesa”, afirmei que ela nunca ia mudar, que eu não podia mudar isso, que eu gostava muito dela, estava disposto a administrar meu ciúmes, e que poderíamos continuar tentando, na esperança de as coisas mudarem.
Ela me abraçou, chorando, me beijava no rosto, eu te amo, eu te quero, sou sua…….
…… segue no NAMORADINHA (04.4) ….
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