Esta é a história de Pedro, um jovem moreno de 17 anos que está cursando o terceiro ano do Ensino Médio em um colégio particular de São Paulo. Ele tem um amigão de muitos anos, que ele considera como irmão, chamado Gustavo. Os dois estudam juntos desde a quinta série, e passam quase todo o tempo juntos. Estudam juntos, jogam bola juntos, saem juntos. Aos finais de semana e durante as férias, é tradicional o Pedro ir na casa do Gustavo, que tem um poder aquisitivo um pouquinho melhor, jogar videogame e dormir lá. Os pais dos dois também se conhecem, e a amizade é incrível.
Pedro é magro, tem porte atlético começou a namorar há um ano e meio, com uma bela loira chamada Sandra. Já o Gustavo, coitado, nunca teve muita sorte no amor. Um pouco acima do peso, mas muito simpático, ele adquiriu baixa estima pelos incontáveis foras que levou da meninada ao longo da vida. A amizade dos dois se manteve a mesma depois que Pedro começou a namorar, mas ambos passaram a se encontrar bem menos. Sandra requisitava a atenção de Pedro o tempo todo, em encontros românticos e saídas de casal. Para complicar ainda mais as coisas, os pais do Gustavo se mudaram para outro bairro, e ele teve que mudar de colégio. Os dois amigos que passavam a se falar o tempo todo começaram a se falar uma ou duas vezes por semana, geralmente pelo WhatsApp.
-E ae, meu brother, como é que tá?, perguntou Pedro pelo Whats. -Ah, mano, na mesma. A escola nova é uma merda. Mas a comida é melhor que aí, pelo menos. -E a mulherada aí? -Pô, tem umas minas gostosas aqui, mas elas não me dão bola não, cara. -Mantenha a fé, irmão, tu ainda vai achar a tua gata. Se liga, tu vai na festa da Camila? -Eu não sei não, cara, eu não sou muito de festas… -Pô, cara, mas vai ser da hora! Eu e a Sandra vamos, é só tu colar com a gente. A Camila tem um monte de amigas gatas. -Tô ligado. Vai ser nesse sábado, né? Vou tentar ir sim…
No sábado, depois de uma baita insistência do Pedro, o encabulado Gustavo finalmente aceitou ir na festa. Como ele era o único do grupo que tinha um carro, ou melhor, dirigia o do irmão mais velho, ele passou na casa do Pedro para buscá-lo, e depois passou na casa da Sandra (que, aliás, estava divinamente linda). Juntos eles foram para a festa da Camila. Chegando ao local, o salão de festas do prédio dela estava lotado de jovens. Com muitas luzes e muita decoração, e música eletrônica e funk tocando bem alto, a festa estava bem animada. A Camila, a aniversariante, era da mesma classe que o Pedro, e amiga de infância do Gustavo antes, de antes de ele se mudar, e logo cumprimentou ambos.
A festa estava bem legal, e muitas meninas estavam solteiras e ficando soltinhas com a bebida. Pedro logo imaginou que, se não fosse por estar namorando, certamente estaria azarando várias naquela noite. Por onde ele olhava, as meninas estavam dançando e rebolando em grupos, se insinuando arrebitando o bumbum com seus vestidos curtos e saias, seguindo a batida vibrante da música. Pedro de vez em quando tinha que se esforçar para desviar o olhar de tanta beleza ao redor, enquanto a Sandra, enciumada, não desgrudava nem um centímetro de seu namorado.
Já o Gustavo, coitado, não conseguia nada. Ele olhava as meninas e não tomava nenhuma atitude. -Vai lá, cara, chama ela para dançar., Pedro tentava incentivar o Gustavo ao vê-lo apenas olhando para as meninas. -Sei lá, cara, paquera não é meu forte. -Tenta a sorte, vai que ela está a fim. Mas realmente, a noite não estava boa para o Gustavo. Ele até ia, tentava puxar assunto com algumas garotas da idade dele, e logo voltava amuado. Pedro já sabia que ele tinha levado um fora só pela reação. Após algumas tentativas, ele desistiu e ficou sentado perto do canto. -Desanima não, mano., consolou o Pedro. -Pô, cara, tá foda. -Fica assim não, as coisas vão dar certo.
Em um certo momento da festa, Pedro reconheceu algumas amigas do colégio, e ficou conversando com a Sandra e elas. Ele puxou o Gustavo para a conversa, e logo estavam todos conversando animados. Pedro conseguiu perceber que o Gustavo estava se dando bem com uma garota em específico, a Marcela, uma ruiva tingida magra, mas com uma bunda bem protuberante e várias tatuagens nos braços. A menina era linda, e estava bem solta por causa da bebida. Dançava e se insinuava. Em um certo momento, ela até mesmo tentou se insinuar para o Pedro, rebolando na frente dele, mas logo a Sandra a colocou no seu lugar, sem fazer alarde. Quando ela foi fazer a mesma coisa com o Gustavo, ele logo se interessou pela beleza da moça, e começaram a conversar.
No final da festa, já estavam todos indo embora, e Pedro e Sandra já colaram no Gustavo pela carona para casa, já que a festa era razoavelmente longe, daria uma boa grana no aplicativo de locomoção. Quando eles encontraram o Gustavo, ele ainda estava falando com a ruiva. -Ae galera, vou dar carona para a Marcela também, beleza? -Pô, cara, tranquilo. -Ela mora perto lá de casa, é caminho. Sendo assim, os quatro foram para o carro, Gustavo dirigindo com a Marcela ao seu lado no banco da frente, e Pedro e Sandra no banco de trás. Sandra não tinha ido com a cara da menina (principalmente depois de ela se insinuar para ele), mas Pedro ainda achava interessante a aproximação dela com o Gustavo.
Sendo assim, Pedro e Sandra voltaram para casa. Sandra já tinha combinado de dormir na casa de Pedro, como já havia feito outras vezes, com a concordância dos pais dela e dele. Tomaram um banho e trocaram de roupa. Sandra ainda parecia irritada. -Folgada aquela ruiva, né? -Não deixa isso te irritar, meu amorzinho. -Ela tem sorte que eu estou de boa hoje, porque se eu estivesse nos meus piores dias, ela teria visto só o que eu teria feito com aquele cabelo tingido dela. -Vem cá, vem. Esquece aquela menina. Pedro sabia como acalmar sua namorada com raiva. Com muito carinho e beijos, logo ela ficou no clima, e em alguns minutos, já estavam fazendo amor. E Sandra ficava ainda mais safada com raiva, então foi muito bom o rala-rala.
Depois da transa, eles estavam cochilando relaxados, quando Pedro percebeu seu celular acender. Alguma mensagem? Sandra dormia serenamente, então ele pegou o celular para dar uma olhada rápida. Tinha uma mensagem do Gustavo, dizendo que tinha chegado em casa bem, e deixado a Marcela em casa também. Ele ainda disse que a Marcela parecia bem interessada nele, e pediu o WhatsApp dele. -Pô, cara, da hora, hein. A mina é gata., escreveu Pedro. -Eu também achei. Acho que vou investir. – Faça isso. Torcendo por você, mano. Quando Pedro estava prestes a largar o celular e dormir com a Sandra, percebeu chegar mais uma notificação. Era de um número desconhecido. -Olá., dizia a mensagem. Quem será que era? Pedro não resistiu à curiosidade e perguntou: -Oi. Quem é? -Esse número é do Pedro? -Sou eu, mas quem é que está perguntando? -Sou eu, a Marcela.
Pedro já gelou. Como essa menina conseguiu o número dele? Ao seu lado, a Sandra dormia tranquilamente. -Marcela? -Lembra de mim? A ruiva da festa da Camila? Quando o Pedro adicionou o número, colocou o nome TIA, só para não levantar suspeitas. Ao adicioná-la, a foto apareceu, e nela constava a menina ruiva da festa, de perfil, uma foto bem bonita. -Como você conseguiu meu número, hein? -Uma amiga me deu. Tem algum problema? -Claro que tem. Eu namoro, e você já viu que minha namorada é ciumenta, né? -Vi sim. Mas a loira se irritou à toa, eu só queria dançar. Só pelo modo como ela falava, Pedro já percebeu que a mina seria problema. Era melhor cortar logo o assunto e se distanciar de garotas assim. -E você me adicionou pra quê? -Só para manter o contato, gato. Não podemos ser amigos? Eu juro que não arrumo confusão com a sua mina. -Boa noite., cortou o Pedro. Ele apagou a conversa, mas não bloqueou a Marcela. Ao seu lado, a Sandra continuava dormindo. Pedro desligou o celular, abraçou a namorada e dormiu.
Os dias se passaram normalmente. Pedro e Gustavo continuavam se falando pelo WhatsApp, e a Marcela nunca mais entrou em contato. Gustavo falava que continuava puxando assunto com a Marcela, e que eles estavam se dando bem. Que bom, pelo menos o Gustavo estava ganhando confiança com alguém. Pedro só esperava que fosse com alguém melhor, mas para quem está sozinho, qualquer uma vale, e pelo menos ela era bonita.
Alguns dias depois, eles tinham outra festa para ir. Desta vez, o Gustavo está viajando com a família, então não poderiam contar com a carona. Mas tudo bem, eles iam rachar um aplicativo de transporte. Chamaram um carro e foram para a festa, desta vez em uma casa alugada, com bastante música, jovens e, claro, bebidas. Na hora do batidão, as meninas solteiras logo começaram a rebolar ritmado, arrebitando o bumbum e fazendo poses e caras para os rapazes. Pedro e Sandra curtiram a festa em seu canto, e ambos logo perceberam a chegada de alguém que conheciam. A Marcela, de vestido preto curtíssimo, chegou junto de um moreno alto que estava com outras duas garotas. Quando ela passou ao lado do Pedro, não pôde deixar de cumprimentá-lo. -Oi, Pedro, tudo bom? Pedro apenas acenou para ela, enquanto a Sandra a fulminava com o olhar. -Magrela folgada do caralho., sussurrou ela, sem tirar a ruiva de vista. Pedro só a abraçou e tentou apaziguar a situação dançando com ela.
Não demorou muito para a Marcela começar a chamar a atenção. Pedro percebeu que ela dançava muito bem, e sabia ser sensual. O vestido curto dela mal cobria a bunda deliciosa que ela tinha, e quando ela rebolava, a calcinha, também preta, ficava plenamente visível. Ela se curvava para a frente, e fazia questão de mostrar seus dotes de dança, para delírio da rapaziada. Diversos rapazes lhe traziam bebidas, pagavam combos, e chegavam junto, puxando de canto e sussurrando ao ouvido. Pedro pôde perceber até mesmo alguns mais ousados, com mãos bobas aqui e ali, e ela aparentemente não se importava. Enquanto dançava agarradinho com a Sandra, Pedro não conseguia deixar de olhar para a bunda redonda e perfeita da Marcela. Foi assim que ele percebeu quando o moreno alto que a trouxe sussurrou algo em seu ouvido e então saiu de fininho com a Marcela para os fundos da casa alugada.
Bem naquele momento, a Sandra perguntou: ‘Eu preciso ir no banheiro, vem comigo?’ ‘Opa, claro. Vamos lá.’ A Sandra perguntou a alguém onde ficava o banheiro, e apontaram para o corredor. A Sandra e o Pedro foram até lá, e tinha uma baita fila para usar o banheiro feminino. Ela ficou junto de uma conhecida, esperando na fila, e disse: ‘Pode voltar para a festa, amor, não precisa esperar aqui comigo.’ ‘Tá bom, então, vou voltar.’ Pedro beijou a namorada e voltou para a festa. Foi então que a curiosidade atingiu seu ápice, e ele queria ver onde a Marcela tinha ido. Ele a viu seguir para os fundos da casa alugada, um local onde não tinha ninguém, então foi seguindo os passos naquela direção.
Conforme foi chegando mais perto, não viu ninguém. Será que ela tinha ido para outro local? Foi quando o Pedro viu uma porta entreaberta, que levava para a garagem. E ele pôde ouvir sons… Sugestivos. Tomando cuidado para não ser visto e nem ouvido, ele se aproximou até ver o que já estava imaginando em sua mente. Dentro da garagem, a Marcela estava ajoelhada no chão. Na frente dela, o moreno que veio com ela, com a bermuda arriada nos joelhos. Pelo movimento de vai e vem da cabeça, estava bem claro o que a Marcela estava fazendo, e o que ela tinha na boca. Pedro ficou de pau duro na hora vendo aquilo, e então se manteve atrás de um vaso de plantas. Não queria ser visto, mas a visão era boa demais. A Marcelinha estava mandando ver, e o moreno começou a segurar a cabeça dela com as duas mãos. Ele a puxava pelos cabelos ruivos, de forma ritmada.
Quando se deu por conta, tinha passado alguns minutos, e Pedro lembrou que tinha de voltar. Voltou correndo para a festa, e por sorte, voltou antes da Sandra retornar do banheiro. Pegou uma bebida e ficou tentando visualizar a cena que acabou de presenciar. Só de pensar, já ficava de pau duro, então relaxou e curtiu a música até a Sandra voltar. Ela logo voltou, e eles voltaram a curtir a festa. Pouco tempo depois, o moreno voltou para a festa, sozinho, e alguns segundos depois, voltou a Marcela, sorrindo com a carinha dela de safada de sempre. Pedro rapidamente voltou a imaginar a cena que visualizou, mas então teve de esquecer. Curtiram um pouco mais da festa, até a Sandra reclamar que os tornozelos estavam doendo, então chamaram um carro por aplicativo e foram embora.
Como a Sandra tinha que acordar cedo na manhã seguinte, pediram para o carro do aplicativo a deixar em casa primeiro, e depois o Pedro. Ele chegou, tomou um banho e foi descansar. Já estava deitado na cama quando viu o celular atender. Foi ver, era o Gustavo, mandando mensagem. ‘Cara, esqueci de te contar. Lembra da Marcela? A gente marcou de se ver anteontem. A gente se beijou, cara. Ela é uma menina muito maneira. Acho que estou gostando dela de verdade, sabe?’ Pedro ficou sem reação. Seu melhor amigo estava gostando justamente da Marcela? Pedro pensou em mil coisas que poderia contar para ele, mas preferiu apenas escrever ‘Puxa, cara, que legal que você está gostando dela!’ Não seria sensato acabar com o sonho do cara antes mesmo de começar, né?
Para piorar ainda mais as coisas, Pedro ainda receberia mais uma notificação antes de dormir, desta vez da própria Marcela. ‘Oi gato, adorei te ver hoje na festa. Você estava bem charmoso.’ ‘Marcela, para de me mandar mensagem. Eu tenho namorada.’ ‘Eu sei, gato. Sei que você tem namorada. Mas eu não sou ciumenta, sabe. Hoje eu estou louquinha para dar para alguém, e pensei em você todo de preto.’ Pedro já estava perdendo a paciência, e estava prestes a bloquear a Marcela para evitar problemas, quando viu que ela estava enviando uma foto. Segundos depois, a foto chegou. Ela tirou uma foto de costas para o espelho, sem o vestido, só com a calcinha preta, e o bumbum arrebitado. Aquele bundão de parar o trânsito, fez Pedro admirar e o pau ficar duro de novo. Foi quando ele percebeu que aquela ruivinha REALMENTE seria um problema em sua vida.
E aí, curtindo o conto? Diga o que achou nos comentários. Continua na parte 2.
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